sexta-feira, 31 de julho de 2009

Cambia todo cambia

Ana Argento Nasser


“Cambia todo cambia”, o que em português significa muda tudo muda, é o nome da canção do cantor e compositor popular argentino Victor Hereria. Assim está Grão Mogol hoje: muda dia trás dia com os diferentes eventos que estão acontecendo durante o 27 Festivale de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha. Por isto, a cidade vistiou-se de festa e não é a mesma agora do que antes deste tradicional evento começar.
Numa tarde quente do inverno grãomogolense, saí conversar com alguns donos e trabalhadores de diferentes lojas que ficam na praça Bera Rio. “Festivale fez que a cidade mudasse. Ajudou para integrar a comunidade e resgatar a cultura, além do que agora há mais movimento na praça que é muito bom para a renda”, explicou Misael, dono do restaurante “sabor da terra” que abriu só para atender o público do Festivale.
Maria Geralda de Jesús e Ele são donas de diferentes lojas de roupa. As duas também acordam com que a praça está mais movimentada: “Há mais pessoas, pessoas diferentes. Antes as três horas da tarde já não tinha ninguém nas ruas e eu ficava com a loja aberta até as cinco da tarde. Hoje eu estou fechando por volta das 19 h.”, contava Maria Geralda.
O jovem garçom do hotel e restaurante Bera Rio, Tiago, contou que também mudaram os horários: “Agora com os turistas e os showx fechamos mais tarde. Antes era mais ou menos as 21.30 h., agora por volta das 2 da madrugada”.
Assim, cambia todo cambia e o bom que a mudança foi para bem. Grão Mogol está em festa, uma festa dela que muitos participam.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

NOITE LITERÁRIA

Paulo Lincon

A noite literária na sua 15º edição do concurso veio para homenagear o poeta e escritor João Baptista Brazil,de Diamantina. Ele atuou intensamente na imprensa da capital e do interior de Minas Gerais.Faleceu em 1951. A Noite Literária surgiu por reivindicação dos poetas do Vale. Nesta vigésima sétima edição, 66 poetas se inscreveram.
A seleção foi feita por professores de literatura e também por alguns poetas. Aqui em Grão Mogol a Noite Literária teve um público grande, muitas pessoas foram prestigiar os nossos poetas do Vale. Foram selecionados 10 finalistas de cidades do Vale do Jequitinhonha. Grão Mogol também tem poeta: Deleni Ribeiro, que foi para a final com o poema “Vale ser do Vale”, mas ela infelizmente não conseguiu vencer. A noite era de Araçuaí, o grande vencedor da noite Literária foi o professor de cultura popular e graduado em história, Luciano Silveira. Conseguiu o primeiro lugar com seu poema ”O retrato”,além da premiação por melhor interpretação, ao lado da atriz e cantora Lenita dos Santos, também de Araçuaí.
No final mesmo quem não ganhou, ficou feliz por ter participado.

NOITE DE BELAS APRESENTAÇÔES

Paulo Lincon

A noite de 29 de julho em Grão Mogol teve início com uma bela apresentação teatral do Grupo GRUTI, apresentando "A morte de um palhaço".A peça conta a historia do palhaço Peroba, que sempre aprontava com seus colegas de circo, mas um dia toda a turma quis dar uma lição nele.Claro que tudo de maneira literária.
O Grupo GRUTI surgiu há quatro anos, e, com sua experiência na arte circense, colocou as pessoas para da risadas. O público alvo era para ser as crianças mas todos, inclusive os adultos, entraram na brincadeira, ao som de uma boa palhaçada.
Logo depois, as 20h 30min, aconteceu o show do Coral Nós de Minas, na praça Beira Rio. O grupo é formado por jovens de 8 a 18 anos. Eles vieram direto de Coronel Murta para alegrar a noite do 27º Festivale em Grão Mogol. Essa é a segunda vez que o coral participa do Festivale. Com um jeito simples e tímido, o grupo entrou no palco e fez o que sabia, cantando belas canções conhecidas pelas pessoas do Vale.

POESIA VENCEDORA DO FESTIVAL DA POESIA

Retrato
Autor: Luciano Silveira


Não quero o seu retrato,
Gasto, amarelo, empoeirado,
Ele está no chão minado.
Pise com cuidado
Pois meu poema é cabo de enxada
E por isso não quero seu retrato
O berro do boi escondido nas bocas
Tem desabafo, estouro e cansaço.
A boiada tange, range
Arfando o peso na lavra.
O retrato é o mesmo
Na terra gerla das lãs lavrias
No chão revolto da discórdia
E a miséria na minha frente
Matando, engolindo e afogando gente.
Tem denúncias no meu embornal
Para destravar seus olhos
Com minhas rezas e novenas.
Esperando teu progresso no tempo de maio
Ou no mata-borrão da hipocrisia.
No retrato uma família
O pai, a mãe, a filha,
A politicagem jogando todos no precipício
Sem decifrar o homem e o aboio virulento de gotas agrícolas.
Não tem mais importância
Tudo é mais importante que seu retrato.
Seu poema não me convence.
Todos já se armaram de revolta até os dentes
As ruas se abraçam com cheiro de pólvora e
A vida carece de morte para nascer.
Quer importa o conflito e o boato?
Para que o seu retrato, seu parecer, sobre meu sertão?
Se dilua com meu povo.
Dance, cante até cansar..
Nosso povo é um rio que não tem pressa de
Virar mar
Lembra dos fatos.
Conheça essa gente.
Mas...
Rasgue o seu retrato.

Os Bastidores do Festivale

Ana Argento Nasser

Um evento tão grande como o Festivale só pode se realizar se por trás houver mãos fortes e grande predisposição para trabalhar no dia a dia com esforço para obter os resultados esperados...e aí estão eles, os que não “entram em cena” , mas que é graças eles que “a festa pode continuar”.

Barulho na cozinha de pratos, talheres, chero do café já pronto ou o arroz com feijão...aí estão elas, nossas cozinheras, mulheres que acordam bem cedo e que desde as 7h, começam a preparar o almorço para centenas de pessoas. Elas são a Sayonara, Denilde, Creuza, Arcélia, Sirlei, Alessandra, Maria, Célia, Cléia, Maria da Purificação de Jesus e a nutricionista Herena, tudo um verdadeiro time.

E se você vier visitar Grão Mogol e passar pela Hospedaria da Prefeitura, vai ser recebido por dois grandes sorrisos: os de Dona Gera e Selma, quem estão tudo o tempo perguntando: “Precisa alguma coisa minha filha, meu filho?”.

A tarde está chegando e a praça Beira Rio começa a se a movimentar... Todos aqueles que ajudarão a arrumar o palco para o show já estão aí! Aqui é inevitavél nominar Hodlaniery Pereira do Santos, mais conhecido como “Dila”, que é um jovem do Vale que participa do Festivale há sete anos e é da comissão do palco há dois anos. Quando lhe perguntamos o que significa para ele este tradicional evento, Dila nos respondeu: “Para mim o Festivale significa toda uma familia, uma familia em geral, também significa uma estrutura de vida e uma escola”. Este jovem disse que participa do evento “para preservar sua própria cultura e a cultura do Vale”.

Nina é outra das pessoas que estão “detrás da cena”. Membro da Fecaje há quatro anos, ela também forma parte da comissão do palco e da comissão de música, e participa há cinco anos deste evento do Vale.

Mas as crianças também são figuras no evento, Iara é uma delas. Filha da Neca-membmo da Fecaje- ela sempre está perguntando em que pode ajudar.

A tarde coemeça a ir embora e antes do show é hora de jantar! A cidade tem muitos lugares para ir degustar a saborosa comida que carateriza Minas Gerais e Vale do Jequitinhonha. Num deles trabalha Ana, uma jovem que mora em Montes Claros mas que está passando estos dias do Festivale trabalhando como garçonete em um restaurante. Aí vai e volta com sua simpatia e predisposição, fazendo que seja duplo o “gosto” da comida.

Finalmente a noite chegou, e, junto com ela, o show tão esperado!! Todas as figuras supracitadas e as centenas sem citar foram e são parte do processo para poder novamente escutar pela vigésima sétima vez: “Vale Vida Verde Versos e Viola”!!!. Obrigado a todos eles por sua humilde e tão necessária missão!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

JEQUITIVALE

Paulo Lincon

Jequitivale é uma música que acabou se tornando o hino do Vale do Jequitinhonha, com uma letra que conta a vida do povo que no Vale se habita. Essa música tão conhecida foi escrita por um homem que começou a sua curta carreira com o
nome de MARK CLADSON.Ele nasceu em Minas Novas, tinha formado em psicologia, mas possuía o dom da música. Logo abandonou a profissão em que tinha formado, e resolveu trocar de nome artístíco , passou a se chamar o tão conhecido Verono
A carreira de Verono teve um grande incentivador: Rubinho do Vale.Foi
ele quem deu o seu empurranzinho para colocar Verono no mundo musical.
Mark cladson,ou Verono, como é conhecido, morreu no dia 21 de outubro
de 2006, depois de fazer um show em Virgem da Lapa, quando aconteceu
um grave acidente no veiculo que ele estava.
Verono se foi, mas conseguiu deixar na sua musica uma parte de sua vida.


Jequitivale
Autor:Verono


Você que anda com o pé rachado e com a palha atrás da orelha

Com a aba do chapéu na testa e se vira da noite pro dia

Você que banha no fanado e que tira ouro de bateia
Que faz da vida uma festa e adora falar poesia

Desculpe seu doutor mas receba os comprimentos meus
Eu fico com a filosofia do mestre joão de deus

A saudade me maltrata e me faz olhar no calendário
Pra ver se faltam poucos dias pra ouvir o tambor do rosário

Refrão
Vale que vale cantar
Vale que vale viver
Vale do Jequitinhonha
Vale eu amo você

Aprendizado e Diversão


Gislaine Gomes

O Festivale, além de valorizar a musica raíz, também incentiva a população e visitantes a participarem de oficinas de artesanato,canto,teatro entre outras. Iniciativas assim são sempre bem vindas, pois resgatam a cultura local e proporcionam uma troca de experiências.

Na foto acima, participantes da oficina de artesanato modelam bonecas.